Regime Tributário: O que são, como funcionam e os 3 principais.

Um guia simples para empreendedores entenderem e conseguirem escolher o melhor regime.
Por Ema

Se você está abrindo uma empresa ou conhece alguém que está passando por esse processo, é normal ter dúvidas sobre os regimes tributários e qual deles seria o mais adequado para cada caso, não é mesmo? Neste artigo, vamos esclarecer suas dúvidas de forma simples e direta!

O que são regimes tributários?

Os regimes tributários são conjuntos de regras estabelecidas pelo governo para organizar e cobrar os tributos das empresas. Podemos considerá-los como pacotes de diretrizes que facilitam o pagamento de tributos, levando em conta o tamanho e o tipo de atividade exercida pela empresa.

Esses regimes são importantes para garantir que a cobrança de tributosseja justa e apropriada para cada negócio. Dessa forma, as empresas podem escolher a opção que melhor se enquadra em seu formato.

Os regimes tributários mais comuns são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. O Simples Nacional é voltado para micro e pequenas empresas, oferecendo uma forma simplificada e com menos impostos a pagar.

Já o Lucro Presumido é mais adequado para empresas de médio porte e utiliza uma margem de lucro estimada para calcular os impostos. Por sua vez, o Lucro Real é a melhor opção para empresas maiores, que precisam calcular os impostos com base no lucro líquido real obtido.

Escolher o regime tributário correto é fundamental para o sucesso das empresas, pois afeta diretamente os custos e a quantidade de tributos que o empresário precisa pagar.

Afinal, o que são tributos?

Os tributos englobam todas as formas de pagamentos obrigatórios feitos por pessoas físicas ou jurídicas para o Estado. Ele é utilizado para financiar as atividades governamentais e os serviços públicos, como saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outros. Os tributos podem ser divididos em três principais categorias: impostos, taxas e contribuições de melhoria.

Qual a diferença entre imposto, taxa e contribuição?

Todos são tributos, mas possuem diferenças em sua definição e finalidade. Vamos entender melhor cada um deles:

Imposto: O imposto é um tipo de tributo, que não está vinculado a um serviço específico prestado pelo governo, são aplicados sobre rendimentos, patrimônio, consumo, produção. Alguns exemplos de impostos no Brasil são o Imposto de Renda, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Taxa: As taxas é um valor que pagamos ao governo em troca de um serviço específico e são cobradas de forma proporcional ao custo, como uma taxa de coleta de lixo ou de emissão de documentos.

Contribuição: A contribuição é uma forma específica de tributo que está vinculada a uma finalidade determinada. Ela é cobrada para custear atividades relacionadas a áreas específicas, como seguridade social, previdência social, saúde, assistência social, entre outras.

Em resumo, podemos dizer que todo imposto é um tributo, mas nem todo tributo é um imposto. As taxas são um valor que pagamos ao governo em troca de um serviço, as contribuições são uma categoria específica de tributo com finalidades determinadas, enquanto os impostos são tributos genéricos sem vinculação direta a um serviço ou benefício específico.

Principais tributos brasileiros

Tributos Federais

  • IR – Imposto de Renda: O imposto de renda é um tributo que incide sobre os rendimentos das pessoas físicas e jurídicas. As pessoas físicas pagam o IR sobre seus salários, aluguéis, investimentos, entre outros. Já as empresas pagam o IR sobre seus lucros.
  • IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados: O IPI é um imposto voltado para os produtos industrializados, sejam eles nacionais ou importados. Ele é calculado com base no valor do produto e pode variar de acordo com a sua categoria.
  • COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social: Tem o objetivo de financiar a seguridade social, que inclui saúde, assistência social e previdência social. É aplicado sobre o faturamento das empresas.
  • PIS – Programa de Integração Social: Esse é um grande conhecido dos trabalhadores. O PIS é um tributo que serve para financiar o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. Assim como a COFINS, ele incide sobre o faturamento das empresas.
  • CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido: É uma contribuição paga pelas empresas com base no seu lucro líquido. Ela também é destinada ao financiamento da seguridade social.

Principais tributos estaduais no Brasil

  • ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: Na categoria dos tributos estaduais, o ICMS é um imposto que incide sobre a circulação de mercadorias, tanto de produtos industrializados quanto de serviços de transporte, comunicação e energia elétrica. Ele é uma das principais fontes de arrecadação dos estados.
  • ICMS-ST: Esse é o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. É uma modalidade específica do ICMS, onde o imposto é recolhido por substituição tributária. Nesse caso, a responsabilidade pelo pagamento do ICMS é atribuída ao contribuinte que realizar a venda da mercadoria.
  • ITCMD – Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação: Esse não é tão popularmente conhecido, mas é um imposto estadual que incide sobre a transmissão de bens imóveis, móveis ou direitos por herança (causa mortis) ou por doação. Cada estado possui sua própria legislação e alíquotas para o ITCMD

Além desses, cada estado brasileiro pode ter outros tributos estaduais específicos, como taxas e impostos sobre serviços, por exemplo. As alíquotas e as regras de cada tributo podem variar entre os estados.

Principais tributos municipais no Brasil

  • ISS – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza: É um imposto municipal que incide sobre a prestação de serviços, sejam eles de natureza profissional, técnica, científica, entre outros. O ISS é uma importante fonte de arrecadação para os municípios.
  • ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis: É um imposto municipal que incide sobre a transmissão de propriedades imobiliárias, como compra e venda, doação, permuta, entre outros. O ITBI é cobrado quando há transferência de propriedade de um imóvel.

Além dos impostos, os municípios também podem instituir taxas, que são cobranças específicas por serviços prestados ou utilização de recursos públicos. Exemplos de taxas municipais são a taxa de coleta de lixo e a taxa de licença para funcionamento de estabelecimentos comerciais, entre outras. É importante lembrar que cada município pode ter suas próprias particularidades em relação aos tributos municipais, incluindo alíquotas, base de cálculo e legislação específica.

Como os tributos são calculados?

Os tributos podem ser calculados de diferentes maneiras, dependendo do tipo de tributo e das regras estabelecidas pela legislação. Alguns tributos são calculados com base no lucro das empresas, outros sobre o faturamento, o valor do produto ou a propriedade de bens.

Mas todos eles possuem alíquotas, que são percentuais aplicados sobre uma base de cálculo para determinar o valor a ser pago, que normalmente são pré-definidos em uma tabela disponibilizada pela receita com regras específicas.

Para calcular os tributos, é necessário seguir as orientações e normas estabelecidas pela Receita Federal, pelos estados e pelos municípios e é importante ressaltar que as alíquotas e as tabelas dos tributos podem sofrer alterações ao longo do tempo, de acordo com as decisões do governo e as necessidades fiscais do país. Por isso, é essencial estar atualizado com a legislação tributária e contar com o apoio de um contador ou especialista para garantir que os tributos sejam calculados corretamente.

Os regimes tributários

Existem três regimes tributários no Brasil, que são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real, para atender às diferentes realidades e necessidades das empresas. Cada regime possui suas características específicas e é aplicável a determinados tipos de negócios, levando em consideração o porte, a atividade e outros critérios.

Simples Nacional

Simples Nacional é um regime simplificado de tributação destinado a micro e pequenas empresas. Ele unifica diversos impostos, como ICMS, ISS, PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, em uma única guia de pagamento.

Esse regime possui tabelas de alíquotas progressivas de acordo com o faturamento da empresa, tornando a apuração e o pagamento dos tributos mais simples e com menor carga tributária para essas empresas.

MEI

O MEI, Microempreendedor Individual, é um regime tributário simplificado e uma categoria especial dentro do Simples Nacional, destinado a empreendedores individuais que desejam formalizar seus negócios de forma fácil e com menor carga tributária. Para se enquadrar como MEI, é preciso atender a alguns requisitos, como faturar até R$ 81 mil por ano e não ser sócio de outra empresa.

Lucro Presumido

Lucro Presumido é um regime de tributação em que a base de cálculo dos impostos é estimada com base na margem de lucro presumida pela atividade da empresa.

Nesse regime, a empresa não precisa apurar o lucro real, mas sim calcular os impostos com base em uma porcentagem fixa do seu faturamento. É aplicável a empresas que não se enquadram no Simples Nacional e que não optam pelo Lucro Real.

Lucro Real

É um regime de tributação em que a empresa apura o lucro líquido de forma real, considerando todas as receitas, despesas e custos efetivamente incorridos. A partir desse lucro, os impostos são calculados.

Lucro Real é obrigatório para algumas empresas, como as de grande porte, e também pode ser escolhido por empresas menores que desejam uma maior precisão na apuração dos tributos.

Além desses, existem regimes específicos para determinados setores, como o Simples Nacional para Microempreendedores Individuais (MEI) e o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) para regularização de ativos no exterior, por exemplo.

Mas, por que existem três regimes?

A existência de três regimes tributários no Brasil, como o Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, está relacionada às diferentes estruturas e necessidades das empresas.

Embora o Lucro Real seja considerado o regime mais preciso, em que os tributos são calculados com base no lucro líquido efetivo, nem todas as empresas possuem a estrutura necessária para adotá-lo. O Simples Nacional e o Lucro Presumido surgem como opções para facilitar a apuração e o pagamento de impostos, especialmente para micro e pequenas empresas, proporcionando uma carga tributária proporcional ao faturamento.

Dessa forma, cada regime busca atender às demandas e capacidades das empresas, permitindo que escolham a opção mais adequada para seu perfil e contribuindo para a simplificação da gestão tributária.

Como escolher o melhor regime tributário para o seu negócio?

Escolher o regime tributário adequado para a empresa é muito importante, pois isso pode afetar diretamente o orçamento empresarial do seu negócio e seu resultado. Para fazer essa escolha, é necessário fazer um planejamento tributário, que consiste em analisar as características do negócio e seus objetivos, levando em conta fatores como o faturamento, as despesas e as obrigações fiscais.

Com o planejamento tributário, é possível identificar o regime mais vantajoso, ou seja, aquele que vai resultar em menos impostos a pagar. Para realizar esse planejamento de forma correta, é recomendado contar com a ajuda de um contador ou especialista em tributação, que têm o conhecimento necessário para fazer as avaliações e tomar as melhores decisões para a empresa. Assim, é possível reduzir os gastos com impostos e otimizar sua gestão financeira.

Guia de conteúdo

Sistema de Gestão
ERP
com a simplicidade
que você precisa para
organizar seu negócio

Daii! Queremos organizar empresas para gerar mais liberdade, por aqui a tecnologia e a educação são nosso meio. Por isso, criamos conteúdos diretos, práticos e aplicáveis, sem enrolação. Tudo o que você lê aqui é baseado na nossa experiência, nada de teoria vazia ou dicas genéricas – só o que realmente funciona na prática.

Artigos relacionados

Chegamos ao fim

Além disso, conheça também algumas de nossas outras iniciativas de ensino:

Inscreva-se para receber conteúdos de gestão

Faça parte da revolução da gestão das
pequenas empresas brasileiras!

    Solicite agora mesmo uma demonstração do ERP
    Ema com nossa equipe e simplifique seu negócio!

    Agende uma demonstração personalizada

    Descubra como podemos ajudar a organizar e crescer seu negócio!

    Seus dados serão utilizados par contato comercial. Ao enviar este formulário, voccê concorda com nossa Política de Privacidade.